Ótima oportunidade para quem quer ter uma visão geral sobre conceitos, abordagens, técnicas e ferramentas para o trabalho com ergonomia de interfaces e usabilidade é o curso a distância que começa no dia 1o de setembro oferecido pela Unindus - Universidade da Indústria. Com o título “ERGONOMIA E USABILIDADE - CONHECIMENTOS, MÉTODOS E APLICAÇÕES”, vai ser ministrado por Walter de Abreu Cybis, que trabalhou com a gente na Yu Centrik, e Adriana Bertiol, autores do livro ”Ergonomia e Usabilidade: Conhecimentos, Técnicas e Aplicações” no qual o curso será baseado. Mais detalhes no site da universidade.

marciokl : 19/07/2008 : Nenhum comentário : trackback
Categoria: News
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O que dizer sobre essa placa que não ajuda em nada a um visitante de uma cidade que simplesmente procura o caminho de volta pra casa…

marciokl : 19/07/2008 : Nenhum comentário : trackback
Categoria: Erros de usabilidade
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A chegada do iPhone ao Canadá e ao resto do mundo traz uma nova plataforma e com ela todo um novo paradigma de interação homem-máquina.

Enquanto a gente espera pra ter em mãos o verdadeiro iPhone (dia 11 de julho no Canadá e até o final do ano no resto do mundo), decidi simular o que seria a experiência de navegação em alguns dos sites mais populares do Brasil. Ao invés de usar um telefone desbloqueado, usei o simulador fornecido pela Apple aos desenvolvedores para fazer as capturas de tela.

Nesse post começo com sites de notícias, mas nas próximas semanas vou colocar sites de outras categorias.
 
Vocês vão ver que, mesmo se o visual e a experiência global de navegação são incrivelmente superiores àquelas que temos com outros telefones celulares, a gente percebe que as limitações da plataforma vão exigir uma série de adaptações para otimizar a experiência do usuário e tornar os sites “utilizáveis”. Alguns exemplos:

Globo.com

Globo.com

 

 

Uol.com.br

uol

 

 

ig.com.br

IG

 

 

Folha

Folha

 

 

O Globo

O Globo

 

É verdade que a experiência mostrada aqui é reduzida ao visual default do navegador. Não estamos levando em consideração a possibilidade de zoom, de scroll e outros avanços tecnológicos introduzidos pelo iPhone. Mas é verdade também que o contexto de utilização de um telefone não é o mesmo de um computador e não podemos imaginar que os usuários irão manipular tanto quanto fazem com o seus micros. 

Os usuários de aplicações móveis são menos tolerantes às dificuldades de uso e aos problemas de performance por causa, por exemplo, do tempo de uso da conexão cobrado pelas operadoras. Eles esperam interfaces ainda mais simples e diretas. Daí o interesse de otimizar um site para o iPhone.

Vocês podem perguntar se vale realmente a pena otimizar um site Web somente para o iPhone, sendo que não sabemos nem mesmo qual será a aceitação do produto no mercado local. Porém, como a tendência atual é que outros fabricantes sigam  o exemplo da Apple, não se trata de otimizar um site somente para o iPhone mas sim mas também para plataformas similares. Outros fabricantes estão criando telefones parecidos (alguns já existem) com um browser comparável ao Safari para iPhone. É preciso então começar a trabalhar a partir de agora para não perder o bonde como algumas empresas fizeram no começo da Web há 15 anos. Vocês se lembram? Algumas empresas não queriam investir na construção de um site dizendo que a Internet era coisa passageira…

marciokl : 7/07/2008 : Nenhum comentário : trackback
Categoria: Tendências
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Lien MultimediaA apresentação que eu fiz na Webcom há duas semanas está dando uma boa repercussão e isso é sempre bom. Não só pela visibilidade mas pelo fato de gerar debates e oportunidades de discutir o tema. Só pra dar o contexto, o Lien Multimédia é um site de referência pro pessoal da indústria de Web, games e tudo o que é multimídia no Canadá francês.


marciokl : 26/05/2008 : Nenhum comentário : trackback
Categoria: News

Fazia tempo que eu queria mudar de plataforma, estava cansado do Blogger. Finalmente consegui migrar pro Wordpress. Aos poucos vou acertando algumas (muitas) coisas que ainda não estão boas e tentando passar os outros posts pra cá (a importação automática não funcionou, óbvio). Por enquanto os posts antigos estão guardados aqui.

Não esqueçam de atualizar o feed RSS, que também mudou.

marciokl : 21/05/2008 : Nenhum comentário : trackback
Categoria: News

Uma das situações mais difíceis em projetos de redesign de produtos é a questão da gestão de mudança, a transição entre o velho e o novo. Como fazer com que os usuários que estão acostumados com uma determinada maneira de utilizar um produto aceitem um período natural de transição até que se acostumem com o novo e esqueçam o velho?

O desafio é ainda maior quando o produto é usado pelo grande público e aquilo que devemos mudar é algo que já está no subconsciente de todos, mesmo que ele não faça mais sentido algum. Um exemplo de como é difícil vencer a barreira da mudança são os ícones usados em aplicativos.

A Microsoft lançou em janeiro de 2008 uma nova versão do Office pra Mac. Uma nova interface, mais moderna, cheia de recursos. Mas algo perece nunca mudar: o ícone do disquete, usado pra salvar arquivos. A versão Windows também traz a homenagem ao quase pré-histórico dispositivo.

Ícone Save padrão

A Apple parou de incluir drives de disquete em seus computadores em 1998 (há 10 anos) e a Dell não fabrica mais nenhuma máquina com esses dispositivos desde 2003 (há 5 anos).  Isso significa que a imagem de um disquete começa a ser muito pouco conhecida para a maioria dos jovens de menos de 20 anos. 

Por que então o ícone persiste? Tudo aquilo que vira um padrão de fato cria uma barreira natural à mudança. Aqueles que sempre utilizaram a função quando o ícone ainda fazia sentido em relação ao objeto físico saberão pra sempre o que aquilo significa. Aqueles que nunca viram o objeto acabam associando a ação à imagem e não importa se essa última faz sentido pra eles ou não, o importante é o resultado final da ação. 

Para se ter uma idéia de quão estranho é ver o disquete substituído por outro ícone, vejam o exemplo abaixo da barra de ferramentas do NeoOffice, a versão opensource da suite Office pra Mac:

Ícone Save do Neo Office

(pra piorar, o ícone não tem o nome ação correspondente abaixo dele)

Com a evolução da tecnologia, todos os ícones que fazem referência a objetos físicos vão acabar ficando obsoletos um dia (pensem no telefone, microfone (no Skype, por exemplo), envelope (e-mail), etc.). Mas quando vai ser a hora de mudar os ícones? Talvez nunca. Talvez tenhamos que esperar o dia em que a funcionalidade vai ficar obsoleta, ou seja, o dia em que ela não será mais necessária, daí o ícone vai embora junto.

marciokl : 20/05/2008 : Nenhum comentário : trackback
Categoria: Design
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Cá estou de volta. Adorei a experiência do Summit mesmo se nem todas as apresentações foram boas. 

De tudo o que vi, algumas coisas vão poder ser aproveitadas na prática, no dia-a-dia, e outras vão fazer pensar. Mesmo que aquilo que não foi tão bom vai ser usado como lição (como não fazer uma apresentação, por exemplo). 

Ponto alto do encontro: 20 brasileiros presentes, a maioria morando fora, mas mesmo assim foi muito bom ver que o nosso país estava muito bem representado.

Vou fazer a reserva pro ano que vem em Memphis. Acho que vale a pena e quem tem vontade de ir não deve pensar duas vezes. 

Estou arrumando as malas pro IA Summit em Miami. É a primeira vez que vou, então não sei muito bem o que esperar do evento. Se ele for bom como o CHI2006 em Montréal vai ser show. Na pior das hipóteses vai ser uma ocasião de rever antigos companheiros de profissão, com quem trabalhei no Brasil e que não vejo há tempos e de fazer novos amigos. A brasileirada vai estar em peso no evento, o que é muito bom. Depois conto como foi.

Aprendi na vida a tirar lição de tudo, principalmente das coisas ruins que acontecem.

Outro dia, um dos poucos leitores desse blog deixou um comentário mal educado. Ele me chamou de ignorante porque eu digo arquitetura DA informação e não arquitetura DE informação. Sinceramente não vejo muita importância nisso, mas eu preciso tirar algo de bom desse episódio. Pode ser que eu seja mesmo ignorante, ou pode ser que o fato de estar longe do Brasil há 4 anos me tenha tornado um ignorante em relação aos termos usados nessa disciplina em português.

Então vamos lá: gostaria de receber comentários (bem educados) que me digam qual é a maneira correta e, se possível, com a devida explicação. Se realmente eu estiver errado, vou aprender a maneira certa, vou deixar de ser ignorante e daí a grosseria já valeu a pena.

Da série “erros de design”, segue um exemplo de uma tela super simples com um só botão onde, mesmo assim, a gente encontra um erro grave.

Erro na escolha no texto do botão

Em um site de comércio eletrônico as ações mais importantes são:

  • Colocar itens no carrinho
  • Confirmar a compra

Na hora de escolher os labels que vamos usar nos botões, nos menus, etc, é importante que eles sejam claros o suficiente pra limitar e controlar possíveis erros ou dúvidas e pra que os usuários possam realizar as tarefas sem interrupção.

No caso do exemplo acima, o fato de usar um label “cool” como “add 2 cart”, além de ser um estilo bem anos 80, pode criar uma confusão sobre a quantidade de itens a serem adicionados ao carrinho: a gente vai colocar 1 ou 2 itens?

No nosso curso de arquitetura da informação a gente afirma que é importante não inventar a roda. Nessa situação, o uso do label padrão “add to cart” é, eu ousaria dizer, obrigatório caso não se queira correr o risco de provocar dúvidas na cabeça dos usuários e perder a chance de fazer uma venda.

marciokl : 21/03/2008 : Nenhum comentário : trackback
Categoria: Erros de usabilidade
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