Cá estou de volta. Adorei a experiência do Summit mesmo se nem todas as apresentações foram boas. 

De tudo o que vi, algumas coisas vão poder ser aproveitadas na prática, no dia-a-dia, e outras vão fazer pensar. Mesmo que aquilo que não foi tão bom vai ser usado como lição (como não fazer uma apresentação, por exemplo). 

Ponto alto do encontro: 20 brasileiros presentes, a maioria morando fora, mas mesmo assim foi muito bom ver que o nosso país estava muito bem representado.

Vou fazer a reserva pro ano que vem em Memphis. Acho que vale a pena e quem tem vontade de ir não deve pensar duas vezes. 

Estou arrumando as malas pro IA Summit em Miami. É a primeira vez que vou, então não sei muito bem o que esperar do evento. Se ele for bom como o CHI2006 em Montréal vai ser show. Na pior das hipóteses vai ser uma ocasião de rever antigos companheiros de profissão, com quem trabalhei no Brasil e que não vejo há tempos e de fazer novos amigos. A brasileirada vai estar em peso no evento, o que é muito bom. Depois conto como foi.

Aprendi na vida a tirar lição de tudo, principalmente das coisas ruins que acontecem.

Outro dia, um dos poucos leitores desse blog deixou um comentário mal educado. Ele me chamou de ignorante porque eu digo arquitetura DA informação e não arquitetura DE informação. Sinceramente não vejo muita importância nisso, mas eu preciso tirar algo de bom desse episódio. Pode ser que eu seja mesmo ignorante, ou pode ser que o fato de estar longe do Brasil há 4 anos me tenha tornado um ignorante em relação aos termos usados nessa disciplina em português.

Então vamos lá: gostaria de receber comentários (bem educados) que me digam qual é a maneira correta e, se possível, com a devida explicação. Se realmente eu estiver errado, vou aprender a maneira certa, vou deixar de ser ignorante e daí a grosseria já valeu a pena.

Faz alguns meses que começamos a dar cursos lá na Yu Centrik. Em dezembro dei meu primeiro curso de arquitetura da informação. Ontem dei esse mesmo curso no Instituto Nacional da Imagem e do Som (INIS).

Minha pouca experiência com ensino se resumia às aulas de violão, que eu dava pra crianças quando era adolescente, e de Internet, que eu dava pras equipes dos clientes quando ninguém sabia ainda muito bem o que era web ou e-mail. Mas sempre me deu muito prazer ensinar pros outros algo que eu sabia. Me sinto muito à vontade ensinando alguma coisa que conheço bem. É um prazer imenso ver as pessoas descobrindo coisas novas e saber que você é o responsável pela descoberta, aquele que desperta nos alunos o interesse por um assunto até então desconhecido.

Muita gente pergunta se não tenho medo de passar pros outros o que eu sei, de entregar de mão beijada anos de experiência na área. E eu digo que não, simplemente porque é importante que, primeiro, novos arquitetos da informação cheguem ao mercado com uma boa base (e nós aqui em Montréal precisamos de bons arquitetos da informação!); depois, eu já estou absorvendo tudo o que existe de novo na área, ou seja, estou me mantendo atualizado para estar sempre à frente; e por último, ensinando a gente aprende muito. A troca de idéias com os alunos faz a gente pensar, explorar novos caminhos e se aprimorar.

Resumindo, é uma experiência incrivelmente enriquecedora.